quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A televisão me deixou burro, muito burro demais

Bom, daí estou de repouso, né. Fico deitada, com o computador no colo, escrevendo e trabalhando.

Em minha rotina diária, procuro assistir o menos possível de TV - até para não fritar os poucos neurônios que me restam.

Mas eis que minha mãe, uma fã inveterada da telinha, está aqui passando uns dias comigo. Chove a cântaros lá fora e cá estamos as duas, derretidas assistindo a programação o dia todo.

Pessoal, realmente televisão é lixo, é escória, é tudo de ruim. A receita para a letargia cerebral é no mínimo duas doses de TV por dia.

A bizarrice impera. Sobretudo à tarde. Tem, por exemplo, a Sonia Abrahão, mulher que se apresenta como jornalista (ui), e passa horas e horas falando da vida dos artistas. Hoje a discussão gira em torno das causas da separação da Ana Maria Braga. Há convidados, cada um dá sua opinião, elocubra, discute, como se falasse algo que fosse mudar a ordem mundial.

Daí você muda de canal e dá de cara com uma sujeita chamada Marcia, uma loura estranhíssima, que parece cantora de churrascaria (sem querer ofender as cantoras). A platinada chama sempre pessoas miseráveis, pobres coitadas, que resolvem lavar a roupa suja no palco. A pergunta de hoje era de um vizinho para outro: "Por que você me odeia?".

Em outro canal aberto, outro sujeito meio Almeidinha chamado Geraldo passa a tarde mostrando o reality-furreca-show "A Fazenda", que traz artistas classe B desempregados tentando descolar uma graninha. Agora os participantes discutem que os casais deveriam fazer terapia, "pois ajuda muito o auto-conhecimento". Ai, meu cacete.

Tem também programas evangélicos a rodo (esses são engraçados, vai...hehe)

Tudo isso sem contar a sensacional obra de Manoel Carlos, a novela Viver a Vida. Campeã de lugares-comuns. Outro dia passei a novela inteira marcando em um caderno as frases de efeito. Vou achar onde foi que anotei e posto aqui.

Nenhum comentário: