sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Advérbios

A linguagem do pequeno está cada dia mais afinada. Ele já fala frases quase completas e pronuncia letras difíceis como o R (bombeiro é bombeiro mesmo, certinho, e não bombeio como antes. Neste ponto preciso dizer que ele puxou a mãe que, dizem, falava tudo sem errar desde a mais tenra idade.

O mais legal é que ele já tem noção de quantidade, de distância, de tempo. E usa advérbios com precisão: muito, pouco, depois, aqui, lá, em cima, embaixo. Tipo:
- "Benjamin, você fez cocô?"
- "Ainda não".

Ou essa ultima de ontem, que quase morri de paixonite:

-"Te amo, filho".
-"Também te amo".

(isso rendeu muitos apertões e amassos. Que ele, prontamente, reagiu: "Pára, mamãe!")

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Queria registrar duas novidades na vidinha dele, da série "minha primeira vez":

1. Entrou e caminhou numa piscina sozinho - evidentemente com o pai de cão de guarda junto, até porque esta mãe aqui tem umas fobias aquáticas e é bom que ele não perceba. Enquanto andava dentro da água, feito um patinho, bradava, referindo-se a ele mesmo: "Lá vai Benjamin!!".

2. Experimentou pipoca. Na escola. Sei lá se o milho era orgânico e se o óleo era podre. Só sei que ele amou tanto, mas tanto, que agora a escola e a professora são sinônimos de pipoca.

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Um adendo sobre a entrada do rapaz no mundo escolar. Ele está numa escola Waldorf, que, como se sabe, é super poptchura e está me acolhendo com muito amor (digo isso porque acho que eu preciso de mais assistência do que ele neste momento de separação...). Ali as crianças não assistem galinha pintadinha, só brincam com panos, madeiras e materiais naturais, são vegetarianas e orgânicas. As professoras só falam baixinho com eles, e cantando, quase sussurando, respeitando o movimento da sua respiração. Eles brincam na terra, na água, no ar. Comem frutas, fazem pães, rezam, dão as mãos, plantam, ouvem histórias de fadas. Portanto, ele não vai aprender trigonometria tão cedo, ai que bom.

4 comentários:

Lívia Lisbôa disse...

Que legal, Mari. Conseguiu a escola waldorf que vc comentou em outro post?! Eu conheci uma, aqui em SP, e a filosofia toda é bem apaixonante.

Mariana Sgarioni disse...

Sim, sim, a escola é Waldorf. É tudo muito legal lá - o que não significa que eu não esteja sofrendo horrores... Acho que esta fase é mais complicada para as mães do que pras crianças... :-)

Liege Albuquerque disse...

q bom q v consegui a escola dos seus sonhos! na medida do q temos em manaus, cacau tb está na escola do meus sonhos! agora....sobre pipoca (não a cacau, pq esse é um dos seus codinomes p sua mamãe aqui, pq ela pula muito)......tenho uma teoria terrível: acho q as mais gostosas sáo as feitas com óleo sujo e milho ordinário. pq minhas preferidas são as do pipoqueiro do largo sao sebastião (ali em frente ao teatro amazonas q v conheceu), onde vou com catarina passear na pracinha em alguns domingos. êta pipoca gostosa...às vezes, não sobra nem p os pombinhos e cacau implora p eu comprar um saquinjho só p eles he he he...

Mariana disse...

Querida, nenhuma escola é perfeita ou dos sonhos. É aquilo que você falou: na medida do que temos...rs. Mas estou bem feliz com o encaminhamento da escola do Ben. A professora é encantadora e acredita exatamente naquilo que eu acredito no que diz respeito à educação infantil: brincar livre, a escola como uma extensão da própria casa.
E sobre pipoca, bem.... Acho que sou o unico ser humano do planeta, do hemisfério solar, que não gosta de pipoca. Meu filho definitivamente não puxou a mim. ;-)