segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O amor - parte 2

Sei que é ainda é meio cedo para falar de parto. Ainda estou com 4 meses e meio de gestação, afinal.
Mas tenho lido e ouvido uma série de barbaridades e gostaria de deixar registrada minha opinião sobre este assunto desde já. Até porque não estou nem um pouco a fim de discutir o assunto com quem tem menos informação do que eu. Que os cesaristas não se ofendam, por favor.
Considero a cesárea um mega-avanço da medicina. É capaz de salvar vidas, e tudo aquilo que veio para salvar é digno de reverência.
Ninguém é menos mãe porque precisou fazer uma cesárea (já ouvi este absurdo por aí, entre tantos outros). No entanto, cesárea é um procedimento cirúrgico que só deve ser adotado quando necessário. Em caso de emergência, ou de sofrimento fetal, por exemplo.
Sentir dor, minha gente, faz parte da aventura de estar vivo. Gravidez por si só já dói. Crescer dói. E amar também - quem entende que a partir de agora o amor faz parte deste crescimento, entende que deve colocar o outro na frente de si mesma. E tem que estar pronta para sentir dor. Para depois conseguir sentir o alívio do amor no peito, tranquila de que esta decisão foi a melhor para este outro, que sem dúvida, é o maior amor do mundo.

2 comentários:

Mariana disse...

Quero dizer que meu post original era muito mais ácido, por assim dizer. Agressivo mesmo.
Foi editado pelas mãos mágicas - e diplomáticas - de Gustavo Gordilho.
É ele que me traz o bom senso, quando o meu teima em falhar. É o amor da minha vida.

Guga disse...

É que você é muito bonita!