Benjamin brincava com seus carrinhos, muito atento e concentrado.
E eu, observando-o de longe, maravilhada com a beleza e a fofura do meu filho. Até que não resisti:
"Filho, você é tão lindo, te amo, tanto."
"Hum-hum", respondeu, acenando com a cabeça, sem tirar os olhos dos brinquedos para não perder o fio da meada. E eu insistindo:
"Ai, que lindo, meu filhote... Ai, como te amo".
Ele finge que não ouve, e continua brincando, fazendo aquela cara de "não me enche, por favor, me deixa quieto". Até a hora em que eu resolvo perguntar:
"Filho, você ama a mamãe?"
"Ah, agora não".
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